15 de set. de 2012

Nossas vidas, nossas mentiras


Meus sonhos eram tão meus quanto teus...
Minha vida da tua fazia parte,
Me engasgo com meus erros, e assim mesmo temo a minha vida.
Sorri, sorri, sorri
Chorei, chorei, chorei.

Isso tudo é uma bagunça, está tudo errado
E nem mais me pergunto o porque de estar aqui,
Esquecido e jogado aos leões da injustiça que insistem em me julgar e esconder seus erros para baixo do tapete.
Nossas vidas são distantes e infelizmente não somos o que éramos para ser.

A culpa que me atormenta me destrói a cada dia,
Disparos e mais disparos de adjetivos que o meu corpo absorve
Estilhaços de uma alma despedaçada que chora sem lágrimas
Perdoe a mentira da nossa relação que nunca foi como deveria ser.
Perdoe a minha vida, perdoe a minha partida.

                               
    Zerbini Cochá


3 de set. de 2012

CLICK!


Quem quer falar, quem quer? Na minha vida discutível, balas disparam da minha boca.
Vem subindo, vem, flash de imagem que não mancha só minha roupa.
Hipocrisia em demasia que desmancha nossa fé, indo assim, voando ou a pé.
Não me faça da mentira a nossa única verdade, quem viveu de pão e água tem na alma a humildade.

Minha mente em equilíbrio agora me faz perceber,
O fascínio dos contos de fadas que só passam na TV.
Quem está para ganhar, também está para perder
Hoje apostei com meu número do RG.
Marcados, numerados, somos bois em extinção
O ferrete da escravidão que manchou milhares de almas hoje dói em mim,
Sob o mau que nos detém, o falado poder do bem. PLIM-PLIM!

Suas transformações são poderosas para quem não se defende,
Mutantes moram ao meu redor, zumbis falam que entendem...
Ontem mesmo eu vi um desses resenhando um filme da tela quente.




18 de ago. de 2012

Deixa assim


Legal, apesar de estar e ser quem sou só eu agora.
Não vivo pensando, viajando, nessa neblina sem fim,
Nessa batida espontânea e sem rumo que guia minha noite.

Fazendo aquilo que mais gosto, sendo eu, eu, completamente eu.
Mundo insano e sem significados,
Mundo imundo e mal tratado.
Um par de círculos envolvente, que te convidam para uma dança.
Uma pessoa e nada mais,
Uma menina, uma senhora, uma mulher...
Enfim, alguém.

Se não falei, não falei.
Felicidade que toma conta de mim e faz com que eu faça coisas que talvez não devesse fazer...
Meu rumo, minha vida,
Falhas, fracassos, mas também sucesso.
Seus olhos, seu sorriso, meu precipício, meu processo...

14 de jul. de 2012

Troca de caráter


Se ontem deseja meu bem, em cinco minutos deseja o meu mal
Como assim?
As pessoas se perdem nesse desejo, achando que tudo gira ao redor delas.
Trocam de opinião como trocam de roupa.
Apontam teus erros, e ignoram os seus próprios
Hey hey hey, acorda para vida.
Esse é o amor da desconfiança, o amor sem valor.
Crescendo os olhos sempre e sempre.

Sonhe enquanto tens tempo, faça enquanto puder,
Só não se venda por pensamentos inúteis e sem noção que passam agora pela cabeça.
Troca de caráter não existe.

6 de jul. de 2012

Um dois

Foram dois cigarros e muita história
A história da escória da crueldade sem limites que causamos a nós mesmos.
Se o cigarro acende minha alma, 
apaga tanta outras
Se me faz um pensante, me faz um errante.
E eu, falante como sempre, grito sem parar
Faço o mundo girar.

Histórias que não conto, guardo para mim
Histórias com meio e sem fim,
Histórias que queimam e acabam como o que está entre os meus dedos
Histórias, histórias...
Fervem e acabam como ele nas minhas mãos
Mas sem ter o que fazer,
Seu destino é o descarte,
Mas se ela foi, outras virão.

2 de jul. de 2012

Fatos


(Paolo Lacava Pereira)
Desconfio daquilo que vejo
é na calada da noite que me aguça essa vontade de descobrir o que não quero que seja verdade.

Entre risadas alheias que escuto fora daqui,
não me desperso.
Entre esse caminhar doentio e com rumo certo,
vejo muito mais coisas.

Será que esse mau me atinge?
Acho que sim,
essa desconfiança dói mais que a certeza.
Tão escura incerteza que assola minhas noites,
faz de minha cabeça um pano de chão que vai de um lado para o outro e só se suja.

Coragem é medo,
a verdade é meu dedo,
que um dia apontará,
e acertará o desfecho dessa tragédia

1 de jul. de 2012

Na cara


Não revelarei nada.
... são três pontos
Um ponto final.
uma vírgula,
Uma pergunta?
Falar e não dizer nada,
Nadar e nada falar.
Nesse mar perdido, uma folha e alguns rabiscos, quase nada
e mesmo assim te farei pensar.

Barato e fácil

Ela tem toda a razão,
O mundo fez ela pensar assim,
Maldito e putrefato mundo!
Por que fizestes ela pensar assim? Ela não merece!
Merece por caráter e inteligência, ser diferente.


Humanos de hoje que moldam o caráter de gerações presentes e passadas
Que fazem todos nós sermos iguais.
Que fazem todos homens terem um metro e oitenta e todas mulheres terem um metro...de bunda.
Que faz com que  intelectuais nasçam em cinco minutos mulheres beber mais que o falecido Socrátes

E uma vez que esse mau contagioso se apodera de ti, não dá mais para acreditar.
Continue vivendo e se vendendo,
Continue sendo e descrendo,
Continue se afastando daquilo tudo que era pra ti ser mas não é
Continue assim,
Sem identidade,
Sem um sonho intenso,
Sem essa vida que agora chora e não é mais tua.

Rasteira

(Paolo Lacava Pereira)
Rasteiras que a vida dá,
Rasteiras que o chão me fazem beijar
Rasteiras das quais eu levanto e digo um sonoro "não"

Me perdoe por tudo aquilo que fiz,
Não queria que fosse assim
Queria sim, uma vida como uma tarde de primavera.
Uma geada de inverno, e um Deus humano de carne de osso para que eu pudesse cara a cara conversar.

Me vejo como um problema com resquícios de uma alma penada,
Tão só e tão difícil,
Tão podre e sem sentido, sem pernas para andar e cabeça para pensar.
Sem mãos para segurar aquela última pedra do precipício que estou a cair.
Mesmo assim
Acredito que vou levantar.

30 de jun. de 2012

Sei bem!



(Paolo Lacava Pereira)
Sei bem!
O bom é pensar que minhas palavras e minha vida agora não importam mais.
Veneno, doce veneno.
Fale, fale que o meu ego vai lá no alto.


Sei bem!
Eu não tive um pai,
Eu tenho lobos que me julgam e me condenam
Eu tenho uma parte podre de uma família sem rumo
Já passaram por aqui seres incapazes de viver em sociedade
E das minhas vontades, o suicídio foi a mais falante.
Ter tudo aos seus pés é como ter nada nas mãos.
Não tire conclusões precipitadas sobre mim.
Sim, eu errei, erro, e continuarei assim.
Eu já passei por poucas e boas e,
 quando isso tudo acabar
Merecerei algo melhor.


28 de jun. de 2012

Meuz Amigoz

(Paolo Lacava Pereira)
Quero me fazer despercebido,
Por uns dias serei outra pessoa,
Sem minha autenticidade, sem minha doce realidade.
Esse fim de semana será diferente.
Vinte dos meus amigos surgiram de cada vez.
Quinze ou mais louras também ficaram de vir,
Esqueci da meia duzia de escoceses e dos dois russos...

Me vejo parte dessa família
O corpo que carrego nas costas pede aos berros que troque de companhia
Mas sou o retrato disso tudo
Um mal trapilho, sim
Queria fora daqui ser aquela pessoa que era antes
Mas não mais consigo.

Rica mentira



(Paolo Lacava Pereira)
Perdi-te em meus sonhos
E o tempo dessa ilusão
Tão pura ilusão, transparente como a água que arde
E vazia como o copo que deixei.

E as rosas brancas que colhi
Despedaçaram ao viajar desse sonho
As rosas choraram ao sentir o perfume que as tocava
Morreram naquela hora
Naquele instante de desatenção do senhor onipotente e criador das minhas falsas histórias que conto para me enganar.

A vontade de acordar é a vontade de morrer,
A vontade de morrer é a vontade de ter.

Minha vida, minha história

(Paolo Lacava Pereira)
Triste mania a das pessoas,
Feliz a vida de quem perdoa,
Triste o "achismo" escancarado que sobrevoa,
E alto ele vai, e baixo ele volta.
Não se preocupe com minha vida...

Suplico só por hoje,
Que o desejo da escravidão que me atormenta,
Só por hoje deixarei ela ir!
Vá, vá e só volte amanhã!
Rica assombração de vidas passadas,
Não se preocupe com minha vida...

Viva com esse medo de morrer!
Com essa frustração sem fim,
Com esse passado sem história,
Com esse presente sem futuro,
Mas por favor,
Não se preocupe com minha vida.

27 de jun. de 2012

Quase


Paolo Lacava Pereira


Façam!
Não parem!
Falem o que falem.
Estou só,
Agora só eu você,
Loucura que me domina,
Que me faz ser quem eu sou,
Que me faz sentir tão completo e só.

Eu só a pensar com você,
maravilhosa loucura.
Que me faz escrever, que faz me faz viver,
Que me faz sonhar acordado, e acordado morrer,

Te sinto ao meu lado,
Me sinto acordado,
Me vejo acordado nesse panorama inqueto e estranho,
Um sonho sem fim,
Um verde ao acordar,
Um azul ao dormir,
Não sei o que escrevo, só sei que escrevo,
Letras passando,
Letras contornando meus olhos quase a fechar.

Azul é meu céu, 
Como o meu viver,
Eles choram, eles protestam!
Deixem-os!
Façam o que façam, só por hoje viverei assim.
Tão morto e tão vivo.

Máquina de fazer vilão


(Paolo Lacava Pereira)
Suas preocupações tem sido em vão,
Nessa noite, nessa tarde, sou só eu e meus pensamentos.
Tentei...

Da minha maneira eu tentei.
Sempre autentico e sem medo,
Do jeito que só eu faria,
Com teu medo, tua vergonha...
As pausas da minha fala falam por todos,
Os intervalos dessa conversa,
O peso da coroa da moeda,
A face do mundo desconhecido.

São três pontos tão usavéis e tão retóricos,
Tão fascinantes e falsos,
Não quero rebuscar nem me fazer de "letrado"
Quero apenas e só apenas ser eu só mesmo.
Nada mais.

Quero viver o hoje para então morrer amanhã.
O ontem já passou...
E se escrevo hoje, e se hoje penso,
É porque,,
Sobrevevi....

24 de jun. de 2012

Do verbo frustração

Cheguei e emputeci,
Um dia bonito,
Uma palavra amiga,
Um abraço e um afago.
Ao fim disso tudo, falsidade, falsa moralidade.
Enfim, nada de bom.
Palavras ao vento, mentiras e mais mentiras.

Emputeci,
Sim, demais.
Sim, só um pouco mais.
Falem o que falem, eu não me importo.
Só peço que pense,
ao menos uma vez na vida, pense.
Como já disse, não custa nada.
O inferno te acolherá de braços abertos,
o garfo do homem estará limpinho para outra vez se sujar tentando limpar pessoas como tu.

21 de jun. de 2012

O peso do pensar



(Paolo Lacava Pereira)

O tempo não tem fim,
Muitas coisas não tem fim.
São tempos para agir, não para planejar.
Amar, se retratar, conversar e viver é difícil.

Excessões à parte, hoje posso escrever, agora posso escrever!
São minutos de um grito que não acaba.
São letras que confrontam o quadro da vida.
Um rugido espontâneo que para alguns tem o seu valor.

Um neurônio falante,
O pesar de um elefante sem memória,
De um tempo sem histórias honestas.

Sempre falta alguma coisa, sempre faltará.
Mas ao final disso tudo podemos lembrar,
Ainda não cobram para pensar.
Pense!

Provar


(Paolo Lacava Pereira)
Criastes uma xícara que não cabe nada.
E a colher que a acompanha não é compatível com sua medíocridade
O preto com gotas brancas não a completam,
Fizestes com que o prazer se acabasse sem começar,
Previstes esse fim tão metódico,
tão melódico.
Puro e complexo.


Seu pensar confunte tudo, confunde todos.
É Freud com Lacan
É Mozart com Chopin

Neutra é sua expressão,
é viver com meio coração.
É olhar e não ver,
é a certeza sem o poder.


Ninguém há de beber o mel que te acompanha,
O mau que te conduz trará doces lembranças naqueles que ousarem
encostar a boca nos seus lábios de cristal.

Seu sabor condunde tudo, confunde todos.
É mel com açucar,
é sal com limão.
Seu saber é uma incógnita
É pergunta sem resposta,
é briga sem luta,
é tocar sem ter as mãos.

17 de jun. de 2012

Vamos?



As nossas desilusões,
Vamos para a cama!
Vamos nos satisfazer.
Problemas não são problemas agora,
Vamos nos amar.
Vamos esquecer o resto do mundo,
O que importa agora é só nos dois.
Nada mais!

Vamos para a cama!
Aqui as coisas acontecem,
Aqui tudo é prazeroso,
Tudo é poderoso,
Nada mais importa.

Vamos para a cama!
Aqui ninguém se aproxima,
Os nossos corpos se tocam e se completam,
Esqueça ela, esqueça ele.
Eu estou com você.

Vamos para a cama!
O teu orgasmo é o meu também,
O teu prazer me convém.

Vamos para a cama!
Hoje eu vou te amar.
Vamos para a cama!



Me deixe!


Me deixe!
Apenas me deixe.
O sangue que corre dos meus olhos tem a cor do meu amor,
Eu não quero me sentir assim,
Não quero ficar infeliz,
Não quero, não quero!
Vida, porque é assim? Porque faz me sentir feliz e depois puxa meu tapete?
Crueldade, crueldade.
Meus pés fogem ao chão, minhas mãos são só um encosto para a garrafa que bebo.
E bebo,
Bebo sem pensar, tentando de tirar da minha cabeça.
Tentando me sentir melhor.

Me deixe!
Apenas me deixe.
Sou só mais um louco com duas mãos e duas pernas.
O que tu me diz, o que quer me dizer?
Nas entre-linhas disso tudo eu vejo pouco coisa.
Eu vejo com os meus, com os seus olhos.

Me deixe!
Apenas me deixe.
Faça de mim o que quiser,
Só não me deixe sem pensar nela.

15 de jun. de 2012

Luz ao dia

Mesmo nos percalços do dia,
Se ainda não é cedo, também não é tarde.
Ela acredita,
Ela vai atrás
Terremoto nenhum é capaz,
Capaz de mudar sua genialidade e seu caráter.
Ela não foi nem ficou,
Ela não cravou seus pés ao chão.
Ela simplesmente foi ela mesma,
Ela fez dele um admirador,
Um descobridor daquilo que até então era desconhecido.
E hoje ele agradece,
Pensa mais, vive mais.
Mesmo nos percalços do dia.
Agora ele sonha.

12 de jun. de 2012

TERRA

Bom-dia, planeta.
Como vai você?
Esses dias pensei em ti.

Como piorastes, hein?
O que é o que tu tens?
Estás cansado igual a um fumante,
Com um pulmão restante
Seria uma gripe da Via Láctea?
Ou uma tuberculose interestrelar?

Calma, sou só mais um parisata te habitando.
Te estragando como outros milhares,
Te rasgando sem um bisturi.
Fazendo te sofrer e agonizar,
Sem mais sorrir,
Só à chorar.


Tuas águas irão secar,
Teu verde será extinto.
Tua terra irá queimar,
Tua verdade será mentira,
Tua vida só uma história,
Teu fim só em memória.
E só depois,
só depois eu morrerei.


Dopado


(Paolo Lacava Pereira)
Escutando Chopin eu senti os ares da verdade,
Senti a força dentro de mim.
Teus olhos se desenharam em Dó maior.
O teclar do piano lembrou-me a tua voz.
Tão suave e envolvente,
Música para meus ouvidos.

E o silêncio entre as notas,
Fez com que o teu, e só teu sorriso, contornasse meus pensamentos naquela hora.
E quando a música acaba, não acabam minhas palavras.
Assim se faz, a descrição da musicalidade da tua presença,
Presente nos meus ouvidos, corpo e coração.


11 de jun. de 2012

Abre aspas

"Ei, só vim falar um pouco. Um dia conturbado, com mentiras e devaneios, mas em meio a tudo isso, fiquei sem conversar contigo. Fiquei triste, sim, mas prefiro falar, prefiro escrever a guardar isso tudo comigo.
Escrevo sabendo que tu nem ninguém irá ler isso aqui, não sei se com isso me sinto bem ou mal, triste ou feliz. Só sei que sinto."


Pronto!


Foi


Prefiro não falar nada,
Prefiro deixar assim,
E hoje enfim,
Foi triste sim.
Foi início,
foi meio,
foi fim.

9 de jun. de 2012

Pensei


Como a vida nos desafia... Faz com que pensemos sempre no agora, sempre com egocentrismo e imediatismo. Não nos dá chances para se preparar, para pensar. Nessas que os "ingênuos" se dão mal. Ou quando abrem seu coração, ou quando por excesso de humildade, deixam que os outros passem por cima, atropelando-os e esmigalhando-os. Deus há de reservar algo muito bom para essas pessoas.
Pessoas essas, que não tem medo de falar, independente de estarem sob o efeito de qualquer tipo de entorpecente lícito ou ilícito. O mal do mundo não vigora neles, eles falam o que pensam. Falam e só falam, e se não falam, sentem.
O mundo precisa de autenticidade. O mundo precisa de ti, precisa que tu sejas quem realmente és. Não se mascare, não fique embaixo dos panos. Não seja mais um adepto desse terror mundano. Fale, pense e faça... Se não der certo, paciência. Sendo correspondido ou não, você fez, você agiu... Nada vai pagar o preço da tua coragem de se expor e ser quem realmente tu és.

Paolo Lacava Pereira


8 de jun. de 2012

Chorar

(Paolo Lacava Pereira)


Desceu,
Fez curvas,
Contornou meus traços faciais.

Fez de mim um homem de verdade.
Um homem que agora chora,
Um homem que sente saudade.


Insônia

Hoje decidi não dormir,
Penso na vida para ela não pensar em mim.
Penso que penso, e essa noite não tem fim.

Nessa rua passam bois, vacas e cavalos.
Passa o amor, o ódio e o desamparo.

Nessa rua só não passa a vontade de morrer,
E de assim perder,
Mais uma noite de sono.

Só espero,
Só sonho,
Só penso,
Só faço,
Só...
Só, estou...

(Paolo Lacava Pereira)

7 de jun. de 2012

Homens?

"Para cada dez mulheres que um homem faz de idiota, nascem outras dez piriguetes"
Paolo Lacava Pereira

4 de jun. de 2012

Pássaro

(Paolo Lacava Pereira)


Um pásaro me chamou para conversar.
Dizia ele, para alguma coisa eu procurar.
E em meio essa confusão da minha consciência,
Eu achei uma amiga.


Como ele fez comigo, com ela também conversei.
Mais que isso, fui vítima de risadas inesperadas e sem fim,
Naveguei entre tipografias distintas da tela do computador.


Vi, mas não fui visto
Perdi mais do que ganhei,
Observei, e logo pensei...
Quem és tu? Quem és tu? Quem és tu?


Assim, cheio de dúvidas eu te espero, pássaro.
Volte e me conte,
Volte e me diga, que eu te digo tudo aquilo que pensei sobre ela.

26 de mai. de 2012

Te achei


Tua beleza estonteante,
Teu sorriso lindo
Teu jeito de andar...
Nada passa despercebido.

Daqui nada trespassa ao mundo,
Sentimento digno de um sintoma tão profano e profundo.
Um verdadeiro desejo maníaco que toma conta de mim.

Corpo em que cada gesto não é só um gesto.
Tua risada me conduz a um plano tão envolvente,
E tão contagiante, mas ao mesmo tempo tão diferente.

Consegue ainda ser tão elegante e vaidosa.
É... Poderosa.
Veste-se como uma Deusa
Capaz de deixar propensa,
Qualquer pessoa que duvide da sua beleza.

                                                                                             (Foto: Paolo Lacava Pereira)

25 de mai. de 2012

Deixe-me

(Paolo Lacava Pereira)

Cá estive, e estou.
Como uma flecha passando o vácuo dessa vida.
São lembranças,
bons momentos.

Esse copo que me conforta
e me faz um louco consciente inconsciente.
Sentado me sinto melhor.
Em pé talvez, me sentiria desconfortável e um tanto menor.

O que estou escrevendo?
Faço por mim, para mim.
Meus calçados brilham?
Sim!
Talvez não faça sentido para ti.
Para mim faz.

Faz desse momento o meu melhor, o meu pior.
O mais sanguinário assassino dos sonhos.
O serial killer mais temido.
O mais alto rugido do meu ID em ação.
A mais vívida falta de atenção que me faz delirar.
Me falta o ar...
Então me dê mais um copo,
e me deixe sonhar.



(Foto: Paolo Lacava Pereira)

Sabedoria

(Paolo Lacava Pereira)


Acreditar é preciso,
É o que nos mantém vivos.
A procura pela sabedoria,
pelo se conhecer.
Por isso não desistimos,
Por isso seguimos em frente sejam quais forem os infortúnios dessa longa caminhada.
Está dentro de todos
Hoje ou amanhã, ela aparecerá.

(Foto: Paolo Lacava Pereira)

17 de mai. de 2012

Quinze horas do dia de hoje

(Paolo Lacava Pereira)

Nesse Divã, eu viajo.
Vejo coisas e consigo tocá-las
Das minhas mãos saem palavras,
que em formas caligráficas traçam meu precoce futuro.

Sinto o deslizar das minhas mãos nessa estranha penumbra.
Meus pensamentos são tão claros quanto uma Cazumbra,
Me fazem sentir mais humano.
Me fazem dar risadas desse terror mundano.

E mesmo nessa prisão da vida, meu ID fala mais alto.
Fazer, falar e escrever...
E a libertação?
Com ou sem ela, eu vago nesse sonho,
contando e cantando aquela velha canção:
"Eu Prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo..."

 Foto: Paolo Lacava Pereira


7 de mai. de 2012

Últimas 4.700

Que agonia, que vontade de viver.
O que seria de fato o meu dever.
De pagar uma dívida impagável com o meu corpo.

Meus pulmões que me perdoem, mas cada caso é um caso e,
Cada fumante é um fumante.
A nicotina que corre em meu sangue casa muito bem com a cafeína que desce pela minha boca.

O repúdio dessa vida mal vivida, do ser humano podre e horrível me faz pensar muitas coisas,
Mas não me faz falar, não me faz agir.
O último cigarro dessa carteira de filtro vermelho me faz mais uma vez só pensar,
Pensar na morte daqueles que não tem o prazer de fumar cá comigo esse solitário cigarro,
E comigo perder mais três minutos de vida.


Permissividade


Tic-Tac


30 de mar. de 2012

Dissimu

(Paolo Lacava Pereira)

Um homem na colina.
Seus medos quais serão?
Em alguma tarde de Agosto, ao nascer das flores,
Seus olhos o dirão.

Nesse mundo tão estranho ele navega.
Ele trabalha.
Poderia talvez estar na praia,
Admirando o nordestão.
É tão fácil falar sem nada saber.
Mas quem pensa que vê,
Julga sempre em primeira instância,
Nesse mundo de ódio e ganância.

Aqueles que dão gargalhadas serão os melhores.
E mesmo nada sabendo,
Nesses versos simplórios,
Dissimu dá gargalhadas daqueles que um dia,
Se curvaram sob seus pés.

Observação

Bom dia, pessoal. Decidi deixar o blog apenas para meus vídeos e poesias.

Meus trabalhos e criações digitais estarão nesse endereço do flickr: http://www.flickr.com/photos/78376073@N05/

Um forte abraço para todos!

24 de mar. de 2012

CONTAREI

(Paolo Pereira)

As vezes temos muito e não temos nada.
Acreditamos em nada e tememos muito.
Eles dizem:
- O cara tem vida boa!
Um abraço, um bom-dia, um quarto, uma cama.
Um pequeno espaço, um até breve da mulher que te ama.

São as futilidades que tomam o nosso tempo.
Faz com que nos percamos dos verdadeiros valores que teriam que ser cultivados.

Ele tem vida boa?
E como ele se sente?
Alguém ousará dizer?

A falta de simplicidade pode transformar qualquer homem em um animal.
E o pior! Psiquiatra nenhum sabe disso.

19 de mar. de 2012

VOAR DE UM BOÊMIO

(Paolo Lacava Pereira)

Vejam só,
Ao chão não dorme aquele homem.
Com insônia, a madrugada lhe espera.
Nada tira sua atenção...
Nem moto, cachorro ou avião.

Deitado ali ele imagina,
ao balançar das cortinas,
Como seria se ele fosse um balão.

Com uma garrafa na mão,
e na outra um cigarro,
enchendo de afagos,
seu amável amigo cão.

Escrevendo essas linhas eu agora pensei,
Se o camarada fosse um balão,
Eu por hoje não seria escritor.
E o corpo daquele vivente, cheio de dor e falta de atenção,
Não seria capaz de voar tão alto...
Sem a minha imaginação.

7 de mar. de 2012

ACONTECEU

(Paolo Lacava Pereira)

Simpática e de lindo sorriso,
Meu olhar se perdeu no seu.
Por um instante me aproximei.
A menina dos seus olhos me fez delirar,
Mas como uma pedra sob a claridade do luar,
Me mantive frio.

Uma simpatia tão simples e cativante,
Tão rara, tão estonteante...
Não podia ser verdade,
Mas era.

Foram poucas palavras,
Mas que tomaram conta de mim.
Em cada olhar um sorriso verdadeiro.
Em cada gesto uma pista da veracidade da sua doce personalidade,
Intocável e crua.
Foi tudo, e foi nada.
Mas eu espero.

3 de mar. de 2012

ESTRANHA TENSÃO

(Paolo Lacava Pereira)

Rapidamente eu escrevo.
É tão pouco tempo,
Com tão poucas palavras.
A agonia vem e não vai.
Meus pés trêmulos lembram do passado.

Um passado recente,
Que por ser recente ainda me assombra.
Todos passando frente aos meus olhos que não hesitaram em enxergar.
Vejo tudo como era antes.

Silêncio...
Um pouco de barulho talvez?
O tudo de um pouco que me fez ter aqueles mesmos remorsos de um passado sombrio.

Logo mais eu irei,
Com um sorriso aberto no rosto,
E com a certeza de que tudo dessa vez será diferente.


(1º de março, 19:00)

MÃE DA MANHÃ

Escrevendo rapidão aqui! Hoje meu dia começou diferente, eu alguns versos eu explico:



Na minha face, um sincronizado movimento vertical que não notei,
E cerca de dez segundos fiquei,
Desnorteado sem nem saber quem eu era.

Um pequeno espaço de tempo que durou uma eternidade,
Foram alguns segundos tentando lembrar onde estava e porquê?

Sensação estranhíssima.
Não era humano!
O tempo parou...
E naquilo tudo, um dos seus olhos brilhou.

A vida me deu bom-dia,
Tudo melhorou,
Nessa manhã de sábado, em que minha mãe me acordou.


(Paolo Lacava Pereira)

Te amo, mãe!

177 MIL VISUALIZAÇÕES! - Meu vídeo mais acessado

Sim, é das antigas. Meu vídeo de maior sucesso no Youtube. 177 mil visualizações.



Abraço!

CAMARADA DESTINO, AJUDE MEU AMIGO

(Mauricio Moschen Silveira)


Destino, destino
de cliente me trouxeste um amigo
quando tudo era tempestade
soubemos conversar sobre teus designios
não entendo teu idioma
mas conheço teus jeitinhos
destino, caro destino
deixa eu homenagear esse novo amigo


Aprendi tanto quanto ensino
pois sou apenas um peregrino
tenho a vivencia dos meus dias
e pra ele que é mais novo passo isso
e de tanto conversar, um poeta foi surgindo
ele hoje me ajuda, escrevo sobre teu jeito
amigo destino.


Poema é feito de inspiração e sentimento
e pra explicar todo o sentido
desse jogo que é a vida
regido por ti destino
por favor não me negue nada
que continuar aprendendo contigo


E pra terminar essas linhas
faço um pedido, querido amigo
vamos juntos caminhando
e rindo de tudo isso
pois se de vivencias é a vida
acredite no que te digo
que nosso velho amigo destino
vais nos colocar o caminho.


"Que bela homenagem, desse amigo que comigo guardarei.

2 de mar. de 2012

Permisssividade - Curta metragem

SONHO SUSTADO

(Paolo Lacava Pereira)

Assim seria se um ser, sozinho sonhasse.
Sobrevoando com as asas da imaginação,
Saltando os obstáculos da sua própria frustração.

Sorrindo e saindo,
Expelindo no suor,
Os seus sórdidos desejos de uma vida não vivida.
Sobrepondo seu ódio ao injusto criador que nenhuma chance lhe deu.

Um sonho talvez não seja um sonho se o ser sonhador nao fora real.
Um sonho que por ser tão surreal,
possa ser chamado de vida.

Sim...Ela que tantas vezes sozinha perpetuou no seu extinto divino,
O eterno sono de alguém que nunca sonhou em ser um ser sonhador.

25 de fev. de 2012

Assim serei

A vida é assim.
Amor e desilusão,
Fracasso e sucesso.
Para mim é assim!
Torpor e compaixão,
Progresso e retrocesso.

Nascer, amar e morrer.
O viver fica em segundo plano...
O mundo é um buraco sem fim, coberto de panos.

Ninguém mais pensa assim.
Eles querem fama, dinheiro e sucesso.
Por isso não deixei de citar, o tal do "retrocesso".

Mas eu penso diferente...
Talvez com excesso de dor.
O que eles chamam de vida,
Eu chamo de amor!
Para mim é assim.

Cada noite é apenas uma noite.
E eu me pergunto:
- Quem sou eu?

Sou eu o lobo que me condena,
Sou eu o juiz que me absolve,
Sou eu o amor que me atormenta,
Sou eu a dor que me conforta.
Sou eu...Apenas eu.
E isso me basta.
Se isso é apenas uma retórica barata, eu não sei.
Mas eu sei...que eu sou eu.
E nessa dúvida infinita,
Eu amaldiçoo a tua paz.

Paolo Lacava Pereira, Mauricio Moschen Silveira.

Cessa de falar

Cessa de falar e me beija.
Me acompanha mundo afora.
Jogue as cartas na mesa.
Coloque as mágoas para fora.

Quero a vida sempre assim,
Já dizia Tom Jobim.
Sua companhia me faz tão bem...

Tenho sede de viver esse momento,
Sede dessa vida.
Como a brisa do vento,
Que chega e que vai,
Sempre sem despedida.

Por isso eu digo,
Vem e te senta.
Assim feliz viverei,
E feliz morrerei.
Independente de qualquer tormenta que assola minha passagem nesse purgatório.

Paolo Lacava Pereira

24 de fev. de 2012

Amul nos meus sonhos

Essa noite eu lembrei,
lembrei que sonhei.

Meu coração acelerado e palpitante, quase a parar me dizia:
- Eu sei quem é!
Fardada de branco, eu a vi!

Ela em contraste com a maravilhosa paisagem florida, parecia ainda mais linda.
Seus envolventes olhos claros me hipnotizavam, me davam boas-vindas.

Lentamente me aproximei,
Sua mão direita agarrei e meus olhos se fecharam.
Nossos lábios se encontraram naquela imensidão contida de sentimentos.

Meu coração parou,
Meus olhos se abriram,
Me via sozinho.
Mas era um sonho...
E quando acordei,
Dela eu lembrei...Um alguém que eu amei.

Paolo Lacava Pereira

23 de fev. de 2012

A casada da sacada

Ela era casada, sim.
Ela era...
Mas como eu poderia saber que ela era?
Não sou adivinho, não possuo nenhum dom.
Mãe Dináh que me perdoe, mas foi meu extinto que falou.

Tão linda ela era, estendendo as roupas no varal,
Me olhou com aquela cara, de tarada e coisa tal.

Eu sentado no banco, passei a observar,
Mas o seu exibicionismo, estava sozinho a falar.

Sim, ela era!
Uma casada sozinha, à procura ou a espera.
Era sim, ela era.
Uma casada sozinha, à procura ou a espera.

E quando ela me chamou, o corno vinha chegando,
Sorridente e cambaleando, acho que estava trabalhando.

No final das contas, eu que ajudei o rapaz.
E "bebinho" ele me dizia:
- Como minha mulher não me trai?

Ela era, sim! Ela era. Uma casada Sozinha, à procura ou a espera.


Paolo Lacava Pereira

Nada é tudo que sei






Porque passastes tão rápido?
Fiquei pensando,
Qual será o segredo dela?
Estou escrevendo porquê? Para quem?

São tantas perguntas, questionamentos,
Mas nenhuma afirmação.
O passar dela me chamou a atenção.
Aguçou minha curiosidade de tal forma,
Que não me reconheci.

Será que ela ama? Será que sente dor?
Será que o seu nome é Ana?
Será que procura um amor?
Afinal, qual será o segredo dela?

Paolo Lacava Pereira

21 de fev. de 2012

Dor com Z



É copo que vai, é copo que vem,
É tabaco que queima, e apaga.
São novas e antigos remorsos que nascem e,
transitam meus pensamentos presentes.

A dor que afaga,
a dor que dói,
A dor das tristes e das boas lembranças,
A dor que não é só dor.
Que não é muito mais que uma solta palavra entre versos abstratos.

Mas que é sem dúvidas,
A dor de todos e de qualquer um.


Paolo Lacava Pereira

Cadeiras amarelas

Entre a multidão,
Muitas pessoas,
Me vejo sozinho,
por opção,
Em busca de talvez,
Uma suposta inspiração.

São tantas vidas,
tantas suposições,
tantos equívocos e afirmações.

Meus pensamentos voam,
Um rasante sobre o desconhecido,
E entre mortos, vivos e feridos,
Me acolho nesse breve momento de solidão.


Paolo Lacava Pereira

19 de fev. de 2012

Conversa Existencial

Sob a desconfiança do meu próprio olhar eu vejo um homem
Seu casaco beje me diz muito pouco
Observo atentamente seus movimentos,
Conversamos sem nos falar,
Ninguém abre a boca

O tempo passa,
ele muda,
seus óculos somem, e seu rosto se transforma.
Dentro da minha loucura,
eu converso comigo mesmo.


Paolo Lacava Pereira


Cortador de cana - Versão Heavy Metal

O que leva o homem a ser feliz?
Felicidade não se compra, não se explica,
Felicidade se sente.

Existimos no mundo?

"O futuro do mundo retratado em ficções já chegou, o sistema te rotula, você é o que ele quer que você 
seja, dentro de pouco tempo seremos todos iguais, se é que já não somos."

16 de fev. de 2012

Projeto Criatividade - Brazil FIFA World Cup 2014

Cadeira: Criatividade
Programas Usados: After Effects e Adobe Premiere Pro.

Um grande começo.

Humildemente começo esse espaço com uma homenagem mais que especial do meu amigo, Mauricio Moschen.
Segue a obra:


Não podia haver definição melhor
nem criatividade tão emergente
por favor senhores aplaudamos
o 11º Mandamento está selado,
QUEM NÃO CRIA, ADOECE.

Sejamos mais tarados,
menos pudicos,
aceitemos que o normal não é o mascarado,
tenhamos coragem de sermos ridículos,
mas sermos nós, sermos o real.

Não devemos aceitar mais nenhum plagio,
mesmo as imagens que adoramos plagiar.
Sim, somos humanos e podemos ser maus, e daí?
Sim, queremos amar e ter inveja, não somos anjos.

Enfim, hoje começa o que seremos,
seremos criadores, não mais criaturas.
Que DEUS na sua misericórdia nos perdoe o passado,
mas deixei o futuro em nossas mãos,
afinal, QUEM NÃO CRIA, ADOECE.

"Mauricio Moschen."



Começo, Início, Start

Por meio deste blog pretendo divulgar meus trabalhos no intuito de arranjar algum estágio ou emprego na área de Publicidade e Propaganda ou design.


Obs. Ainda estou meio perdido, o Blogger está com alguns erros na execução de algumas tarefas, mas com tempo e um pouco de paciência vou ajeitando o blog.