Que agonia, que vontade de viver.
O que seria de fato o meu dever.
De pagar uma dívida impagável com o meu corpo.
Meus pulmões que me perdoem, mas cada caso é um caso e,
Cada fumante é um fumante.
A nicotina que corre em meu sangue casa muito bem com a cafeína que desce pela minha boca.
O repúdio dessa vida mal vivida, do ser humano podre e horrível me faz pensar muitas coisas,
Mas não me faz falar, não me faz agir.
O último cigarro dessa carteira de filtro vermelho me faz mais uma vez só pensar,
Pensar na morte daqueles que não tem o prazer de fumar cá comigo esse solitário cigarro,
E comigo perder mais três minutos de vida.

