(Paolo Lacava Pereira)
Vejam só,
Ao chão não dorme aquele homem.
Com insônia, a madrugada lhe espera.
Nada tira sua atenção...
Nem moto, cachorro ou avião.
Deitado ali ele imagina,
ao balançar das cortinas,
Como seria se ele fosse um balão.
Com uma garrafa na mão,
e na outra um cigarro,
enchendo de afagos,
seu amável amigo cão.
Escrevendo essas linhas eu agora pensei,
Se o camarada fosse um balão,
Eu por hoje não seria escritor.
E o corpo daquele vivente, cheio de dor e falta de atenção,
Não seria capaz de voar tão alto...
Sem a minha imaginação.
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