30 de jun. de 2012
Sei bem!
(Paolo Lacava Pereira)
Sei bem!
O bom é pensar que minhas palavras e minha vida agora não importam mais.
Veneno, doce veneno.
Fale, fale que o meu ego vai lá no alto.
Sei bem!
Eu não tive um pai,
Eu tenho lobos que me julgam e me condenam
Eu tenho uma parte podre de uma família sem rumo
Já passaram por aqui seres incapazes de viver em sociedade
E das minhas vontades, o suicídio foi a mais falante.
Ter tudo aos seus pés é como ter nada nas mãos.
Não tire conclusões precipitadas sobre mim.
Sim, eu errei, erro, e continuarei assim.
Eu já passei por poucas e boas e,
quando isso tudo acabar
Merecerei algo melhor.
28 de jun. de 2012
Meuz Amigoz
(Paolo Lacava Pereira)
Quero me fazer despercebido,
Por uns dias serei outra pessoa,
Sem minha autenticidade, sem minha doce realidade.
Esse fim de semana será diferente.
Vinte dos meus amigos surgiram de cada vez.
Quinze ou mais louras também ficaram de vir,
Esqueci da meia duzia de escoceses e dos dois russos...
Me vejo parte dessa família
O corpo que carrego nas costas pede aos berros que troque de companhia
Mas sou o retrato disso tudo
Um mal trapilho, sim
Queria fora daqui ser aquela pessoa que era antes
Mas não mais consigo.
Rica mentira
(Paolo Lacava Pereira)
Perdi-te em meus sonhos
E o tempo dessa ilusão
Tão pura ilusão, transparente como a água que arde
E vazia como o copo que deixei.
E as rosas brancas que colhi
Despedaçaram ao viajar desse sonho
As rosas choraram ao sentir o perfume que as tocava
Morreram naquela hora
Naquele instante de desatenção do senhor onipotente e criador das minhas falsas histórias que conto para me enganar.
A vontade de acordar é a vontade de morrer,
A vontade de morrer é a vontade de ter.
Minha vida, minha história
(Paolo Lacava Pereira)
Triste mania a das pessoas,
Feliz a vida de quem perdoa,
Triste o "achismo" escancarado que sobrevoa,
E alto ele vai, e baixo ele volta.
Não se preocupe com minha vida...
Suplico só por hoje,
Que o desejo da escravidão que me atormenta,
Só por hoje deixarei ela ir!
Vá, vá e só volte amanhã!
Rica assombração de vidas passadas,
Não se preocupe com minha vida...
Viva com esse medo de morrer!
Com essa frustração sem fim,
Com esse passado sem história,
Com esse presente sem futuro,
Mas por favor,
Não se preocupe com minha vida.
Triste mania a das pessoas,
Feliz a vida de quem perdoa,
Triste o "achismo" escancarado que sobrevoa,
E alto ele vai, e baixo ele volta.
Não se preocupe com minha vida...
Suplico só por hoje,
Que o desejo da escravidão que me atormenta,
Só por hoje deixarei ela ir!
Vá, vá e só volte amanhã!
Rica assombração de vidas passadas,
Não se preocupe com minha vida...
Viva com esse medo de morrer!
Com essa frustração sem fim,
Com esse passado sem história,
Com esse presente sem futuro,
Mas por favor,
Não se preocupe com minha vida.
27 de jun. de 2012
Quase
Paolo Lacava Pereira
Façam!
Não parem!
Falem o que falem.
Estou só,
Agora só eu você,
Loucura que me domina,
Que me faz ser quem eu sou,
Que me faz sentir tão completo e só.
Eu só a pensar com você,
maravilhosa loucura.
Que me faz escrever, que faz me faz viver,
Que me faz sonhar acordado, e acordado morrer,
Te sinto ao meu lado,
Me sinto acordado,
Me vejo acordado nesse panorama inqueto e estranho,
Um sonho sem fim,
Um verde ao acordar,
Um azul ao dormir,
Não sei o que escrevo, só sei que escrevo,
Letras passando,
Letras contornando meus olhos quase a fechar.
Azul é meu céu,
Como o meu viver,
Eles choram, eles protestam!
Deixem-os!
Façam o que façam, só por hoje viverei assim.
Tão morto e tão vivo.
Máquina de fazer vilão
(Paolo Lacava Pereira)
Suas preocupações tem sido em vão,
Nessa noite, nessa tarde, sou só eu e meus pensamentos.
Tentei...
Da minha maneira eu tentei.
Sempre autentico e sem medo,
Do jeito que só eu faria,
Com teu medo, tua vergonha...
As pausas da minha fala falam por todos,
Os intervalos dessa conversa,
O peso da coroa da moeda,
A face do mundo desconhecido.
São três pontos tão usavéis e tão retóricos,
Tão fascinantes e falsos,
Não quero rebuscar nem me fazer de "letrado"
Quero apenas e só apenas ser eu só mesmo.
Nada mais.
Quero viver o hoje para então morrer amanhã.
O ontem já passou...
E se escrevo hoje, e se hoje penso,
É porque,,
Sobrevevi....
24 de jun. de 2012
Do verbo frustração
Cheguei e emputeci,
Um dia bonito,
Uma palavra amiga,
Um abraço e um afago.
Ao fim disso tudo, falsidade, falsa moralidade.
Enfim, nada de bom.
Palavras ao vento, mentiras e mais mentiras.
Emputeci,
Sim, demais.
Sim, só um pouco mais.
Falem o que falem, eu não me importo.
Só peço que pense,
ao menos uma vez na vida, pense.
Como já disse, não custa nada.
O inferno te acolherá de braços abertos,
o garfo do homem estará limpinho para outra vez se sujar tentando limpar pessoas como tu.
Um dia bonito,
Uma palavra amiga,
Um abraço e um afago.
Ao fim disso tudo, falsidade, falsa moralidade.
Enfim, nada de bom.
Palavras ao vento, mentiras e mais mentiras.
Emputeci,
Sim, demais.
Sim, só um pouco mais.
Falem o que falem, eu não me importo.
Só peço que pense,
ao menos uma vez na vida, pense.
Como já disse, não custa nada.
O inferno te acolherá de braços abertos,
o garfo do homem estará limpinho para outra vez se sujar tentando limpar pessoas como tu.
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