1 de jul. de 2012

Rasteira

(Paolo Lacava Pereira)
Rasteiras que a vida dá,
Rasteiras que o chão me fazem beijar
Rasteiras das quais eu levanto e digo um sonoro "não"

Me perdoe por tudo aquilo que fiz,
Não queria que fosse assim
Queria sim, uma vida como uma tarde de primavera.
Uma geada de inverno, e um Deus humano de carne de osso para que eu pudesse cara a cara conversar.

Me vejo como um problema com resquícios de uma alma penada,
Tão só e tão difícil,
Tão podre e sem sentido, sem pernas para andar e cabeça para pensar.
Sem mãos para segurar aquela última pedra do precipício que estou a cair.
Mesmo assim
Acredito que vou levantar.

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