17 de mai. de 2012

Quinze horas do dia de hoje

(Paolo Lacava Pereira)

Nesse Divã, eu viajo.
Vejo coisas e consigo tocá-las
Das minhas mãos saem palavras,
que em formas caligráficas traçam meu precoce futuro.

Sinto o deslizar das minhas mãos nessa estranha penumbra.
Meus pensamentos são tão claros quanto uma Cazumbra,
Me fazem sentir mais humano.
Me fazem dar risadas desse terror mundano.

E mesmo nessa prisão da vida, meu ID fala mais alto.
Fazer, falar e escrever...
E a libertação?
Com ou sem ela, eu vago nesse sonho,
contando e cantando aquela velha canção:
"Eu Prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo..."

 Foto: Paolo Lacava Pereira


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