21 de jun. de 2012
O peso do pensar
(Paolo Lacava Pereira)
O tempo não tem fim,
Muitas coisas não tem fim.
São tempos para agir, não para planejar.
Amar, se retratar, conversar e viver é difícil.
Excessões à parte, hoje posso escrever, agora posso escrever!
São minutos de um grito que não acaba.
São letras que confrontam o quadro da vida.
Um rugido espontâneo que para alguns tem o seu valor.
Um neurônio falante,
O pesar de um elefante sem memória,
De um tempo sem histórias honestas.
Sempre falta alguma coisa, sempre faltará.
Mas ao final disso tudo podemos lembrar,
Ainda não cobram para pensar.
Pense!
Provar
(Paolo Lacava Pereira)
Criastes uma xícara que não cabe nada.
E a colher que a acompanha não é compatível com sua medíocridade
O preto com gotas brancas não a completam,
Fizestes com que o prazer se acabasse sem começar,
Previstes esse fim tão metódico,
tão melódico.
Puro e complexo.
Seu pensar confunte tudo, confunde todos.
É Freud com Lacan
É Mozart com Chopin
Neutra é sua expressão,
é viver com meio coração.
É olhar e não ver,
é a certeza sem o poder.
Ninguém há de beber o mel que te acompanha,
O mau que te conduz trará doces lembranças naqueles que ousarem
encostar a boca nos seus lábios de cristal.
Seu sabor condunde tudo, confunde todos.
É mel com açucar,
é sal com limão.
Seu saber é uma incógnita
É pergunta sem resposta,
é briga sem luta,
é tocar sem ter as mãos.
17 de jun. de 2012
Vamos?
As nossas desilusões,
Vamos para a cama!
Vamos nos satisfazer.
Problemas não são problemas agora,
Vamos nos amar.
Vamos esquecer o resto do mundo,
O que importa agora é só nos dois.
Nada mais!
Vamos para a cama!
Aqui as coisas acontecem,
Aqui tudo é prazeroso,
Tudo é poderoso,
Nada mais importa.
Vamos para a cama!
Aqui ninguém se aproxima,
Os nossos corpos se tocam e se completam,
Esqueça ela, esqueça ele.
Eu estou com você.
Vamos para a cama!
O teu orgasmo é o meu também,
O teu prazer me convém.
Vamos para a cama!
Hoje eu vou te amar.
Vamos para a cama!
Me deixe!
Me deixe!
Apenas me deixe.
O sangue que corre dos meus olhos tem a cor do meu amor,
Eu não quero me sentir assim,
Não quero ficar infeliz,
Não quero, não quero!
Vida, porque é assim? Porque faz me sentir feliz e depois puxa meu tapete?
Crueldade, crueldade.
Meus pés fogem ao chão, minhas mãos são só um encosto para a garrafa que bebo.
E bebo,
Bebo sem pensar, tentando de tirar da minha cabeça.
Tentando me sentir melhor.
Me deixe!
Apenas me deixe.
Sou só mais um louco com duas mãos e duas pernas.
O que tu me diz, o que quer me dizer?
Nas entre-linhas disso tudo eu vejo pouco coisa.
Eu vejo com os meus, com os seus olhos.
Me deixe!
Apenas me deixe.
Faça de mim o que quiser,
Só não me deixe sem pensar nela.
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